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Pensamentos, Texto

Quando é hora de mudar?

30 de maio de 2016

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Quando é a hora certa de mudar? Essa é uma pergunta difícil para a maioria das pessoas e nem sempre a resposta é clara. Na maior parte do tempo, somos engolidos pela rotina e esquecemos completamente de nos questionar sobre nossas escolhas. Pois eu proponho um desafio! Faça para você mesmo a seguinte pergunta: “eu estou feliz ou acomodado?” Seja sincero, escute seus sentimentos. Dependendo da  sua resposta, talvez seja a hora certa de mudar.

Vivemos um momento complicado, isso é fato. Não dá para mudar os grandes problemas do mundo ou do nosso país, mas temos total controle das nossas escolhas. Portanto, de tempos em tempos, analise a sua vida, as pessoas que você convive, as escolhas que você fez na sua vida profissional e faça um balanço disso tudo.

“Será que eu estou feliz”? Se você tem um pontinha de dúvida, talvez seja o momento de trocar os móveis de lugar, procurar um novo emprego, mudar de casa, sair de um relacionamento desgastado e, porque não, mudar de país. Nada é permanente. NA-DA! Mudar exige coragem e, mais do que isso, força de vontade para enfrentar um mundo novo e sair totalmente da zona de conforto. Mudar é difícil, mas vale muito a pena.

Então, aproveita que hoje é segunda-feira e encara esse desafio como um novo começo. Se questione, arrisque, mude. Nossa vida é recheada de inícios, basta ter coragem de apertar o “start”.

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O pouco necessário

10 de maio de 2016

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Tenho me sentido diferente nos últimos tempos. Tenho exigido menos de mim, da vida e dos outros. Aprendi a enxergar os significados de pequenos momentos e procurar felicidade em coisas não tão grandiosas. É engraçado o quanto a gente demora para perceber que amadurecemos e que aprendemos mais sobre a vida.

Depois de muito relutar, entendi que não preciso de tudo que o resto do mundo julga necessário. O melhor emprego, o salário mais alto, as roupas caras, os restaurantes da moda, a necessidade de exibir uma vida incrível e cada vez menos desfrutar realmente desses momentos. Desejei muito tudo isso em grande parte da minha vida e aprendi com vários tombos que essa sede é eterna e o copo está sempre meio vazio.

Querer tudo rápido demais me rendeu muitas crises de ansiedade, síndrome do pânico e uma eterna insatisfação. E, na marra, fui obrigada a correr atrás de uma vida mais leve e simples. Larguei tudo, viajei, conheci pessoas, comidas, lugares e cheiros. Ao invés de roupas novas, escolhi momentos novos. Foi a melhor troca que eu poderia ter feito.

Hoje, não tenho o emprego dos meus sonhos – e nem os mesmos sonhos de antes -, mas levanto todos os dias com a sensação de que a vida me reserva coisas boas. Me sinto feliz por passar mais tempo na minha casa, ter uma rotina menos estressante e poder organizar meus horários. Tenho ânsia por colecionar momentos significativos, sejam eles em outra parte do mundo ou na ida ao supermercado perto de casa. Me cobro entusiasmo, persistência e calma, mas não para subir na lista das pessoas mais bem sucedidas financeiramente, e, sim, para me sentir completa com o pouco que eu tenho.

Nós crescemos com a ideia de que precisamos de muito para sermos felizes, mas a vida vai lá e nos dá alguns puxões de orelha até nós enxergarmos que o pouco é, na verdade, muito.

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Plantando paciência, colhendo possibilidades

29 de abril de 2016

paciencia

Não sei se é o efeito do frio ou da sexta-feira, mas hoje é um daqueles dias em que eu acordo cheia de expectativas em relação à vida. Sinto como se tivesse transbordando energia positiva. Sei que não dá para adivinhar o que o futuro nos reserva, mas dá para sonhar com as possibilidades e dá ser feliz só de pensar em tudo de incrível que é possível realizar.

A gente sonha, planeja, cria tantas expectativas e a vida nos presenteia com alternativas diferentes, mas, que no final, é ainda melhor. Eu aprendi a plantar a semente e esperar para colher o fruto. Aprendi a aceitar que tudo tem hora e motivo para acontecer. Se você aprende a cultivar, a ter paciência, a vida te dá em troca o fruto que você plantou.

Hoje, eu acordei cheia de expectativas, com a certeza que coisas boas estão por vir, mas, ao mesmo tempo, com a serenidade de que é preciso ter calma e esperar a hora colher os frutos. Por hoje, isso basta.

 

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O que é relevante afinal?

12 de abril de 2016

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Ilustração: Pawel Kuczynski

Acho que desaprendi a selecionar conteúdos que merecem a minha atenção na internet. Já não sei o que é mais relevante para mim, as notícias sobre o caos da política brasileira ou uma simples receita de bolo passando pela timeline. Não consigo mais distinguir o que eu devo absorver dessa tonelada de informação que recebo diariamente.

E isso acontece também quando sou eu que produzo algum conteúdo. Devo escrever sobre o que todo mundo já falou ou devo correr atrás sempre da exclusividade eterna, mesmo que ela não tenha relevância alguma no dia a dia da maioria das pessoas? Devo parar de escrever? Alguém aí está lendo o que eu escrevo?

Todos esses questionamentos me deixam confusa e, quando me dou conta, troco tudo por horas assistindo vídeos de animais fofinhos em algum grupo no Facebook. Mas, afinal, o que é conteúdo relevante mesmo? Já não sei mais responder essa pergunta, se é que um dia eu soube.

O que é interessante para mim pode não ser para meu amigo ao lado, a não ser que seja uma foto de um gatinho brincando com uma caixa de papelão, isso a gente concorda que é de gosto universal. Bom, que cada um tem um gosto, não é uma novidade. A grande novidade é que cada vez mais temos um leque maior de conteúdos para consumir na internet e, a cada dia que passa, menos interesse em ler mais de duas linhas de um texto ou publicação nas redes sociais. Está tudo mais entediante, cansativo, batido. Já não dá mais aquele entusiasmo de correr para assistir um vídeo novo ou ver as fotos de alguém no Instagram.

Em qual momento a internet virou esse turbilhão de informações e, ao mesmo tempo, o lugar mais tedioso de todos os tempos? “Tirando o Netflix, é claro!”, você deve pensar, mas quem aqui já não ficou horas tentando escolher um filme e desistiu por tédio de assistir sempre as mesmas coisas? Eu sim.

Já não sei dizer o que mudou de fato, a quantidade de conteúdo disponível, a forma que consumimos esses conteúdos ou ambas as alternativas.

Cansei. Vou ali assistir mais uns vídeos fofinhos, quem sabe depois eu dou um jeito de encontrar uma resposta.

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Não me leve a mal

29 de março de 2016

nãomeleveamal

Não me leve a mal, tem dias que eu saio do trilho. Como nos dias em que eu estou para poucas palavras, apenas observando o mundo de longe e, quando resolvo me expressar, acabo exagerando na grosseria. Repito, não me leve a mal. Dias como esses são bem ruins, mas nada comparados àqueles em que eu me perco no excesso das palavras e esqueço que o silencio é precioso. Descobri que os extremos são perigosos, que é preciso controlar os impulsos desvairados de que eles saiam de dentro de mim. Mas não me leve a mal, tem dias que apenas me desencontro.

Não me leve a mal, tem dias que eu me acho só no final da noite ou, na manhã seguinte, quando acordo com ressaca moral. Mas não é por mal, tem dias que eu apenas me deixo de lado sem querer.

Nada é pior que sair do prumo e esquecer dos seus valores, estes cultivados com muito carinho, cheios de erros e acertos. Mas não me leve a mal, esses dias são poucos na contagem total. Na maioria dos dias, eu me seguro em mim mesma, na gentileza adquirida, nos momentos bons e em tudo que transborda meu coração de felicidade. Por isso, não me leve a mal, aprendi que o lado bom das pessoas é o que deve ser levado em consideração. É tudo que importa afinal.